SINTFUB participa de Paralisação Nacional em Recife

A Delegação do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (SINTFUB) participou do Dia Nacional de Paralisação e Lutas contra o governo Temer, convocado pela Fasubra para 14 de setembro, em Recife-PE. A aprovação da Paralisação pelos técnico-administrativos em Educação da UnB foi votada em assembleia geral da categoria, no dia 12 de setembro, na Praça Chico Mendes – Brasília.

Em Recife, o Ato que teve concentração às 9h, na Praça de Boa Viagem, partiu em caminhada pela Avenida Boa viagem ao ritmo dos gritos e apitaços de cerca de 700 servidores técnico-administrativos em Educação de várias instituições federais e estaduais do Brasil. Trio elétrico, cartazes, bandeiras, faixas e muita vontade de lutar contra as imposições do governo de Michel Temer marcaram o dia de resistência contra a Reforma da Previdência e o pacote anti-servidor do governo federal.

A manifestação culminou em frente ao apartamento do ministro da Educação, Mendonça Filho, onde uma mala de dinheiro cenográfico foi queimada em protesto contra a corrupção. Há tempos, a categoria vem tentando dialogar com ministro sobre os cortes referentes à educação e que já atingiram, em 2017, cerca de 70% das universidades federais. De acordo com dados do Ministério da educação (MEC), 44 das 64 universidades federais do país tiveram seus orçamentos afetados por cortes na comparação com o primeiro semestre de 2016.

Para a coordenadora Geral do SINTFUB, Vania Felício, a população brasileira vem sofrendo grandes ataques e o momento é de resistência e luta. “Não podemos aceitar que esse governo golpista desvie todos os recursos que devem ser destinados à população. Somos totalmente contra o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS), que a cada dia menos dinheiro é investido, sucateando nosso patrimônio. Temos que protestar, resistir e lutar! Queremos uma educação pública, gratuita e de qualidade, com investimentos reais. Esse governo não nos agrada e não nos representa”, destaca a coordenadora.

Vania ainda destaca que o Sintfub tem participado ativamente e lutado em prol da categoria. “O SINTFUB é combativo, vamos lutar até o fim. Mesmo com a aprovação de algumas Reformas, não nos desanimaremos, chamaremos os trabalhadores e trabalhadoras para a luta, pra rua, pra “cima” do governo, queremos a revogação da Reforma trabalhista”.

O Ato foi finalizado com um coro de ‘Fora,Temer’, ‘Fora, Mendonça’!

SINTFUB

SINTFUB realiza assembleia geral

 

O SINTFUB realizou no ultimo dia 12 de setembro sua assembleia geral na Praça Chico Mendes, às 9 horas. Durante o evento, com a participação do sindicato, servidores e lideranças, foram feitos os encaminhamentos do sindicato.

Representantes do Sindiserviços, citaram  as dificuldades passadas pelos trabalhadores com as atuais reformas do governo. “Não sabemos mais o que fazer para representar os trabalhadores. Mas não podemos desistir. Hoje temos a certeza de que estamos dependendo de luta e está chegando o dia de dizer basta. E então vai melhorar a condição dos trabalhadores contra essa reforma trabalhista que tira a estabilidade dos trabalhadores.”

“Congelaram todos os acordos de greve de 2015. Carreiras, orientações normativas, tudo foi suspenso das negociações e ninguém mais tem previsão de reajuste. E o PDV que vai diminuir o número de trabalhadores nas Universidades, além do pacote que permite a demissão de trabalhadores concursados. Tudo isso faz parte do desmonte das universidades. Por isso é importante nossa unidade. Precisamos chamar as manifestações”, disse representando a FASUBRA.

Representantes do movimento estudantil lembram que o movimento estudantil está sempre pronto para apoiar os trabalhadores da Universidade. “Sempre estaremos alinhados a essa pauta de apoio aos movimentos sociais.”

Representante dos servidores técnico-administrativos em educação citou a delicadeza que devemos tratar a crise orçamentária da UnB. “Ontem tivemos uma audiência pública para tratar essa crise e tiramos uma mensagem que nos serve de motivação nessa luta: a necessidade de ruptura da postura da nossa administração com os ditames desse governo que joga contra a classe trabalhadora. Temos que dizer não para essa política neoliberal e fazer um contraponto como categoria. Todos têm que solidarizar com o movimento dos trabalhadores e ser um ponto de resistência contra o governo.”

Seguindo o calendário nacional de lutas, o foco da assembleia foi a aprovação da paralisação do dia 14 de setembro.

SINTFUB

SINTFUB realiza assembleia dia 12 de setembro

O SINTFUB realiza amanhã, dia 12 de setembro, assembléia geral onde serão debatidas questões importantes para toda categoria. O evento ocorrerá na Praça Chico Mendes à partir das 9 horas.

Participe!

SINTFUB

SINTFUB participa de reunião setorial no HUB

Dando prosseguimento com as reuniões setoriais, o SINTFUB se reuniu com os servidores do Hospital Universitário de Brasília (HUB) no dia 05 de agosto de 2017. O encontro teve a participação do setor jurídico do Sindicato, que juntamente com os coordenadores presentes Vânia Felício, Geraldo Araújo e Rozangela Silva, debateram a situação atual dos servidores.

Durante a reunião foram abordados os processos em andamento sobre os desvios de função, acúmulo de cargos, flexibilização da carga horária, além da atuação do SINTFUB em relação ao normativo da EBSERH para HUB, sobre as refeições dos servidores plantonistas.

SINTFUB

Nota Técnica SINTFUB

A Assessoria Jurídica do SINTFUB elaborou a Nota Técnica referente a Medida Provisória 792, que trata do Programa de Desligamento Voluntário – PDV, Redução da jornada de trabalho com remuneração proporcional e Licença sem remuneração.

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SINTFUB

SINTFUB contrapõe normativo da EBSERH para HUB

Na contra mão das atividades prestadas pelo corpo de enfermagem do Hospital Universitário de Brasília (HUB), a governança do hospital lançou uma circular com novas normas de fornecimento de refeições pelo hospital, proibindo-os de realizar suas refeições internamente, o que dava celeridade ao atendimento e atenção aos pacientes.

“Os trabalhadores em direto contato com os pacientes fazem suas refeições diretamente no hospital, justamente para não se ausentarem e prejudicar a assistência. O atendimento à comunidade fica prejudicado com essa nova normatização da EBSERH. Essa circular está completamente equivocada”, resume Vânia Felicio, coordenadora do SINTFUB.

O SINTFUB defende a volta das normas antes aplicadas e convida a superintendente do hospital, Elza Noronha, para o diálogo com os trabalhadores para buscarem uma melhor solução para todos.

Nenhum direito a menos!

SINTFUB

Desmonte da Educação do Ensino Superior no Brasil

Entrevista com o coordenador do SINTFUB Mauro Mendes para a rede cubana TeleSUR.

Nota de Conjuntura e Chamado à Categoria para Jornada de Lutas

Desde o primeiro momento, denunciamos que a intenção das elites dominantes, com o golpe que levou Temer à presidência, era intensificar a um grau inédito o processo de rapinagem do Estado. Todo o preço da crise seria jogado nas costas de nossa classe, com a destruição dos serviços públicos e a retirada de todos os direitos trabalhistas.

Assim, os processos que resultaram na EC 95/16 (PEC 55 – congelamento dos gastos com os serviços), o brutal corte orçamentário sobre a educação, que está inviabilizando o funcionamento das IFES e provocando centenas de demissões em muitas universidades e institutos, a reforma trabalhista que desconfigurou a CLT e colocou o “negociado” acima do legislado, a nova legislação que libera a terceirização, e a reforma da previdência que tramita no Congresso Nacional, são projetos estratégicos para ampliar historicamente o nível de exploração dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

A negociata feita em torno da manutenção do mandato de Temer consumiu mais recursos, e por isso a conta sobre nossa classe se intensifica. O déficit anunciado, de 159 bilhões de reais, resulta de uma sangria absurda pelos pagamentos trilionários dos serviços da dívida pública, comprometendo nossas vidas e as vidas das gerações futuras. A manutenção de Temer, a reforma política que está em vias de ser votada, e até mesmo a discussão de suspender as eleições presidenciais no ano que vem, demonstram o quanto é profundo o golpe, bem como o papel das instituições num regime pseudo-democrático como o que vivemos. O mercado, na impossibilidade de viabilizar Meirelles como candidato palatável à Presidência, busca formas de assegurar mais tempo para que as reformas sejam aprovadas na íntegra, sem expor os parlamentares ao julgamento das urnas.

Assim, a agenda de votações no congresso é retomada, as privatizações (com a Eletrobrás, os aeroportos, rodovias, casa da moeda e o pré-sal na bola da vez) são aceleradas, e a redução do Estado anda a passos largos. O Governo Federal trabalha com 5 medidas que atingem duramente os servidores públicos:

A primeira, pautada no PDV, na redução da jornada com redução salarial, e no incentivo ao afastamento de servidores.
A segunda, alicerçada no descumprimento de acordos firmados em 2015, no cancelamento de reajustes, no corte/bloqueio de concursos, e na extinção de 60 mil vagas e extinção de cargos, trabalhando a perspectiva de terceirizar parcela ampla de nossa categoria.
A terceira, que efetivamente reduz salários, ao aumentar o desconto previdenciário dos servidores de 11% para 14%, ao mesmo tempo que estuda a redução dos valores dos benefícios [Alimentação, pré-escolar e saúde].
A quarta, que objetiva ampliar as condições para a ocorrência de demissões de servidores públicos (coerente com o projeto de terceirização e com o processo de criminalização de dirigentes das lutas), através de projetos de lei que tramitam no congresso, como o PLS 116/2017.
A quinta medida, que trabalha a destruição das carreiras no serviço público, incluindo as carreiras ditas estratégicas e de Estado, num processo de reforma do Estado muito mais grave do que vivenciamos em 98 com FHC e Bresser.

Embora a medida provisória específica que trata do fim da estrutura do PCCTAE ainda não tenha sido encaminhada, em diversas conversas com dirigentes de instituições de ensino que temos desenvolvido, fica nítida a intenção do governo de nos incluir no rol de criação de carreiras com vencimentos mais baixos, maior dificuldade para progressão por mérito, e a desconstrução dos incentivos que valorizam a qualificação e capacitação dos trabalhadores. Isso é ferir de morte a carreira que durante anos e muitas greves fomos construindo, e refletirá no processo de terceirização e de desmonte da Educação superior pública, gratuita e de qualidade. Não por acaso, o Governo acelera as audiências públicas para instituir a cobrança de mensalidades nas IFES.

QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER – 14 de setembro tem PARALISAÇÃO NACIONAL

Entendemos que o processo de construção sucessiva de Greves Gerais deveria estar no centro da agenda do movimento sindical, mas infelizmente o vitorioso processo que começou em março último, terminou abandonado em junho pelas centrais ligadas ao governo golpista [Força Sindical, UGT e CSB] em troca de discutir a manutenção do imposto sindical, e essa situação nos exige tomar medidas que reimpulsionem a nossa classe à luta, como única forma de impedir esses ataques.

Ao mesmo tempo em que mantemos o chamado à construção de espaços unitários para a construção de uma nova Greve Geral, também articulamos com outras categorias, e a partir da última reunião ampliada do FONASEFE (fórum que articula as entidades representativas dos servidores federais), passamos a buscar a construção de ações conjuntas com outras categorias. No próximo dia 14, os servidores federais, bem como os trabalhadores metalúrgicos, já tem definição de fazer fortes manifestações, lutas e paralisações por todo o país, e outros setores da classe trabalhadora também discutem como unificarmos nessa iniciativa.

A FASUBRA conclama toda a sua base a nos somarmos nessa paralisação nacional, articulando com outros sindicatos, e em especial no âmbito da educação, com a UNE, ANDES e SINASEFE, e suas representações locais em cada instituição, buscando ações que deem ampla visibilidade e coloquem na ordem do dia a resistência aos ataques de Temer e a exigência de estabelecimento de negociação, como centrais nessa data. Também estamos orientando, como iniciativa de denúncia do Democratas, do Ministro Mendonça e dos setores que historicamente trataram o MEC como mercadoria, a realização de um ATO NACIONAL em Recife-PE, para iniciar um processo mais ostensivo de pressão sobre os parlamentares e o Governo, de que a ação direta dos trabalhadores vai retomar as ruas e o protagonismo.

Para tanto, entendemos que devemos jogar os mais amplos esforços nessas iniciativas, e nas que delas decorreram. O protagonismo histórico de nossa categoria é mais uma vez urgente e necessário, e precisamos de ampla unidade para efetivarmos essa resistência.

Para tanto, ações vêm sendo discutidas no âmbito da direção nacional da Fasubra, as quais passamos aqui as principais orientações. Salientamos que, em virtude das tarefas imediatas colocadas, estamos adiando os seminários de aposentados (sudeste / centro-oeste) e LGBTI, para momento posterior, dada a necessidade de jogar todos os esforços na agenda a seguir:

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E O PACOTÃO DE TEMER CONTRA O FUNCIONALISMO:

– Até 5 de setembro: articulação e fortalecimento dos Fóruns estaduais de servidores públicos.

– Primeira semana de setembro: pressão nos parlamentares nos Estados para votarem contra a reforma da previdência.

– Atos de escracho nas sedes do PMDB, DEM e PSDB nos estados bem como nos escritórios políticos de lideranças e figuras públicas da base aliada do governo.

– Ação concentrada nos aeroportos e residências dos parlamentares para pressionar deputados contra o pacote de Temer.

– Reunião da Direção Nacional da Fasubra – 13 de setembro – Recife/PE

– Paralisação Nacional nas IFES em 14 de setembro

– Atos nos Estados em 14 de setembro, buscando unidade com todos os setores da classe que também incorporem essa data como dia de lutas e paralisações

– Ato Nacional 14/setembro em Recife, com participação de delegados à Plenária Nacional, trabalhadores da UFPE e UFRPE, delegações e caravanas das entidades do nordeste, organizado pela Fasubra e entidades filiadas da região, na casa ou escritório político do Ministro da Educação.

– 15 de setembro: Continuidade da reunião da Direção Nacional (manhã) e instalação da plenária nacional a partir das 14 horas, em Recife-PE

– 16 e 17 de setembro – continuidade da Plenária Nacional da Fasubra (Pauta: Conjuntura, Plano de Lutas, Prestação de Contas, Regimento Confasubra, Outros)

– Confecção de jornal da Fasubra contra o pacotão e a reforma da previdência.

Texto extraído do site da Fasubra: www.fasubra.og.br

 

SINTFUB promove I Seminário Contra Assédio Moral

O SINTFUB realizou ontem, dia 15 de agosto, o I Seminário de prevenção ao assédio moral no trabalho. O evento, que contou com a participação de autoridades sobre o assunto, buscou debater as causas da temática, assim como ampliar sua discussão e buscar soluções para o problema, um mal silencioso que afeta trabalhadores em todos os níveis e funções.

Compondo a mesa, os debates contaram com a participação dos palestrantes Professora Doutora Ana Magnólia Mendes, do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), o Psicólogo Arthur Lobato do SINDJUS-MG, Tarcílio Severino, do SINTFUB, a Deputada Federal Erika Kokay, o Presidente da ADUnB Virgílio Arraes, Sra Elisabeth Guedes Silva de Morais, coordenadora de Saúde, Segurança e Qualidade de Vida no Trabalho (CSQVT/DGP) – UnB , Larissa, da assessoria técnica da ouvidoria da UnB, Professora Maria Fátima Sousa, diretora da Faculdade de Ciência e Saúde\UnB e o Advogado Valmir Floriano de Andrade.

Dra Ana Magnólia, do Instituto de Psicologia da UnB destaca a importância de debater esse assunto. “Não esperava um dia ter que aplicar o que tanto ensino em classe sobre os efeitos do assédio moral sobre a saúde mental do trabalhador na Instituição a qual faço parte. A prevenção dessa prática acontece em três níveis: informação, ou educação continuada, a discussão sobre o tema, que precisa ser amplificada e no terceiro nível, a deliberação. Precisamos de canais de denúncia legítimos para o combate e prevenção desse mal”, completa.

Para o psicólogo Arthur Lobato, a importância do debate sobre assédio moral muitas vezes é diluído no próprio ambiente de trabalho, dificultando sua identificação e tratamento. “As pessoas ainda tem uma mentalidade colonial, se achando donos do corpo e mente de seus funcionários e colaboradores. O sindicato vem como o suporte desses trabalhadores e a saúde desses deve ser uma política permanente em todos os departamentos. O assediado vai sendo isolado em seu ambiente, caindo numa patologia de solidão. Uma parte importante do tratamento é o acolhimento, dar para o assediado novamente um sentido de coletividade”, disse.

Para Larissa, da Ouvidoria da Universidade, é importante priorizar o atendimento com discrição e responsabilidade. “Somos vinculados à reitoria, mas temos liberdade de atuação. E é importante para nós a discrição no atendimento. Nosso limite de atuação é a mediação e a conciliação. Não lidamos com comprovação. Não precisamos de provas, precisamos que o interessado se sinta à vontade para ser atendido. Nossas competências são examinar os assuntos relacionados à assédio e encaminhamos às autoridades competentes. Trabalhamos para promover os direitos dos vulneráveis e descriminados ”.

Segundo Vânia Felício, coordenadora do SINTFUB, o seminário é só o começo. “É um tema complexo que não pode se encerrar aqui. Nesse primeiro momento o que fizemos foi dar uma abertura, abrir uma opção para que o debate se inicie. Precisamos dos desdobramentos do projeto. A pretensão é fazer outros eventos, como vigílias contra o assédio moral, fazer rodas de conversas sobre o tema e mais debates. O Seminário é o primeiro requisito para trazer luz a esse assunto que tantos tentam manter escondido e silencioso na escuridão.”

SINTFUB